


A ideia de que todo excesso esconde uma falta ajuda a compreender muitos comportamentos humanos. Excesso não surge do nada. Ele costuma aparecer como uma tentativa de aliviar desconfortos internos, compensar carências emocionais ou lidar com conflitos que não foram elaborados.
Comer demais, trabalhar além do limite, usar substâncias com frequência, buscar controle excessivo ou se manter constantemente ocupado podem ser sinais de que algo essencial não está sendo atendido.
Na saúde mental, o excesso raramente é o problema central. Ele funciona como um sintoma.
Muitas pessoas desenvolvem excessos como estratégia de sobrevivência emocional. Em vez de lidar diretamente com sentimentos como vazio, ansiedade, tristeza ou insegurança, o comportamento excessivo oferece alívio momentâneo.
Esse alívio, no entanto, é temporário. Com o tempo, o excesso tende a gerar novos prejuízos, afetando:
O ciclo se mantém porque a causa original — a “falta” — permanece sem atenção. Na prática clínica, algumas faltas são recorrentes:
Nem sempre essas faltas são conscientes. Muitas pessoas só percebem o excesso, sem identificar o que está por trás dele.
Rotular comportamentos como “fraqueza”, “falta de força de vontade” ou “má escolha” tende a aumentar a culpa e o isolamento. O julgamento afasta a possibilidade de compreensão e cuidado. Na saúde mental, a pergunta mais útil não é “por que você faz isso?”, mas sim: “O que esse comportamento está tentando compensar ou proteger?”.
Essa mudança de perspectiva abre espaço para intervenções mais eficazes e humanas.
A psiquiatria e a saúde mental ajudam a identificar quando um excesso é um sinal de sofrimento psíquico. Transtornos de ansiedade, depressão, transtornos do humor, dependência química e outros quadros podem se manifestar inicialmente por comportamentos excessivos.
O acompanhamento profissional permite:
O cuidado vai além da medicação e envolve escuta, orientação e acompanhamento contínuo!
Se você ou um ente querido está passando pelo processo de reconhecer que algo precisa ser cuidado com mais profundidade, lembre-se que entender o que falta é mais eficaz do que tentar eliminar o que sobra.
Na saúde mental, compreender precede o tratamento. E o cuidado começa quando se decide olhar para si com menos julgamento e mais responsabilidade.

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